Mato Grosso em Foco Publicidade 1200x90
18/05/2023 às 18h47min - Atualizada em 18/05/2023 às 18h47min

Em missão na China, secretário de Desenvolvimento Econômico destaca produção sustentável da pecuária de MT - SEDEC - Site

César Miranda integra comitiva do Instituto de Pesquisa da Carne do Estado de Mato Grosso em busca de novos mercados na China

https://www.sedec.mt.gov.br/-/em-miss%C3%A3o-na-china-secret%C3%A1rio-de-desenvolvimento-econ%C3%B4mico-destaca-produ%C3%A7%C3%A3o-sustent%C3%A1vel-da-pecu%C3%A1ria-de-mt

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), César Miranda, destacou, em reuniões com empresários e autoridades chinesas nesta semana, que a carne da pecuária de Mato Grosso é fruto de produção sustentável, respeitando o meio ambiente. Em missão na China para abertura de novos mercados, ele informou que Mato Grosso conserva 62% das suas florestas e, ainda assim, é o principal produtor brasileiro de grãos, como soja e milho, e também é o maior estado produtor de carne bovina.

“Damos muita atenção à proteção ambiental e à sustentabilidade agrícola em nosso processo produtivo. Nossa carne bovina sempre foi a melhor qualidade do mundo e a China é o nosso principal comprador. Temos produtores de carne bovina muito maduros, e institutos de pesquisa em carne que se comprometeram a melhorar nossa carne, com rastreabilidade e certificação”, explicou secretário, que também é presidente do Conselho Deliberativo do Instituto de Pesquisa da Carne do Estado de Mato Grosso (Imac).


Na terça-feira (16.05), o Imac assinou memorando de entendimento e cooperação com o Tianjin Meat Research Institute e o Beijing Chaoyang District Institute for Sustainable Global Environment. O documento é parte dos esforços para promover a rastreabilidade da produção de carne no Mato Grosso. A partir da assinatura do memorando, China e Brasil poderão fazer maiores contribuições para o desenvolvimento agrícola sustentável e economia de baixo carbono. 

A representante do Institute for Sustainable Global Environment, Zhang Jingwei, destacou que está encarregada de realizar um projeto piloto de rastreabilidade para promover a cadeia de fornecimento sustentável de carne bovina na China e no Brasil.

“Descobrimos que o Brasil realmente fez muito trabalho para fortalecer a produção sustentável em seu país nos níveis governamental, industrial e corporativo, incluindo um plano agrícola de baixo carbono chamado ABC em nível nacional. Passou pela primeira década e agora entra na segunda década, mudando do ABC para o ABC+, apoiando os agricultores brasileiros na transição para um modelo de produção de baixo carbono e melhor adaptação aos impactos das mudanças climáticas”, observou.

O diretor de operações do Imac, Bruno Andrade, apresentou o plano do “Passaporte Verde” da carne bovina. A proposta é realizar a rastreabilidade da produção de carne bovina e um melhor monitoramento social e ambiental. No futuro, marcas e carnes que não obtiverem esses passaportes ficarão impedidas de entrar no mercado.

"As marcas que produzirem de acordo com as normas e protegerem o meio ambiente serão protegidas, reconhecidas e certificadas. Nossa certificação e autorização também serão supervisionadas por toda a sociedade. O programa "Passaporte Verde" também ajudará nosso estado a formular melhores políticas de gestão ambiental e promover a padronização do meio ambiente”, destacou Bruno. 

Consumo de carne em alta na China
A representante da Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Nativos e Criação de Animais, Chen Ying, destacou que o consumo de proteína animal, como a carne bovina, tem saltado no país devido a expansão do consumo total de produtos agrícolas e a modernização da estrutura proporcionada pelo crescimento econômico do país.

“A proporção de consumo de grãos e vegetais está diminuindo e a proporção de consumo de carne está aumentando, especialmente a geração mais jovem, como nosso filho, que come bife e está gradualmente se ocidentalizando, então o crescimento de nossa carne é muito rápido. Além disso, há produtos lácteos, produtos aquáticos, frutas e alguns outros produtos agrícolas. A proporção de nossa estrutura de consumo está aumentando constantemente”, apontou.

 


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://matogrossoemfoco.com.br/.