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22/02/2023 às 18h16min - Atualizada em 22/02/2023 às 18h33min

Ifix fecha praticamente estável; FII CARE11 desaba quase 10%

E mais: 7 fundos distribuem dividendos; KNRI11 reporta inadimplência no aluguel devido pela Marisa; Itaú BBA lista os FIIs de logística favoritos

Infomoney
https://www.infomoney.com.br/onde-investir/ifix-fecha-praticamente-estavel-fii-care11-desaba-quase-10/

Moura Dubeux

Moura Dubeux

Na volta do feriado de Carnaval, o  Ifix – índice dos fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – fechou a sessão desta quarta-feira (22) com leve alta de 0,01%, aos 2.797 pontos. No mês, o indicador acumula queda de 0,82%.

O FII Santander Renda (SARE11) liderou a lista das maiores altas do dia, subindo 3,8%. Na outra ponta, ficou o fundo de cemitério Brazilian Graveyard and Death Care (CARE11), com forte queda de quase 10%. Confira os demais destaques do dia.

Leia também:

Maiores altas desta quarta-feira (22):

TickerNomeSetorVariação (%)
SARE11Santander RendaHíbrido3,89
BLMR11Bluemacaw Renda+ FOFFoF1,61
BPFF11Brasil Plural AbsolutoTítulos e Val. Mob.1,61
VRTA11Fator VeritáTítulos e Val. Mob.1,53
JSRE11JS Real EstateHíbrido1,42

Maiores baixas desta quarta-feira (22):

TickerNomeSetorVariação (%)
CARE11Brazilian Graveyard and Death CareCemitérios-9,48
HGRE11CSHG Real EstateLajes Corporativas-2,28
XPSF11XP SelectionFoF-2,08
[ativo=HOFC11]Hedge Office IncomeLajes Corporativas-1,87
VIUR11Vinci Imóveis UrbanosRenda Urbana-1,63

Fonte: B3

Dividendos hoje

Confira os FIIs que distribuem dividendos nesta quarta-feira (22):

TickerRendimentoRetorno mensal
GCRI11 R$     1,101,22%
MGCR11 R$     0,861,09%
NAVT11 R$     0,851,20%
GCFF11 R$     0,701,01%
MORE11 R$     0,661,07%
AURB11 R$     0,55
APTO11 R$     0,101,14%

Fonte: StatusInvest

Giro Imobiliário: mais um FII reporta inadimplência no aluguel devido pela Marisa; Itaú BBA lista os FIIs favoritos no segmento de logística e mais assuntos

Marisa: mais um FII reporta inadimplência no aluguel devido pela varejista

Quarto maior fundo imobiliário do mercado em patrimônio líquido – quase R$ 4 bilhões –, o Kinea Renda Imobiliária (KNRI11) comunicou ao mercado que não recebeu da Marisa (AMAR3) o valor do aluguel de janeiro devido pela varejista.

É o segundo FII que reporta problemas com a locação de imóveis para a empresa nos últimos dias. Na última quinta-feira (16), o Brasil Varejo (BVAR11) já havia sinalizado a inadimplência da companhia.

No caso do KNRI11, a Marisa ocupa o condomínio logístico CD Itaqua, localizado em Itaquaquecetuba, no interior de São Paulo. O imóvel conta com uma área bruta locável (ABL) de 30 mil metros quadrados e responde por 4% da receita do fundo.

“Informamos que a receita de referido contrato representa o equivalente a 4% da receita total da carteira de imóveis do fundo”, confirma comunicado ao mercado do Kinea Renda Imobiliária. “[Estamos] acompanhando de perto os desdobramentos envolvendo a empresa, visando defender os interesses da carteira”, sinaliza o texto.

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Desde 2017, a Marisa passa por um processo de reestruturação e, durante o período, a empresa viu o número de funcionários diminuir, ao mesmo tempo em que fez aumentos de capital milionários. Na última semana, o conselho de administração da companhia realizou ampla reformulação de seu quadro executivo.

Itaú BBA lista os FIIs favoritos no segmento de logística, setor ‘queridinho’ do mercado; confira recomendações

Beneficiado com a expansão do e-commerce durante a pandemia da Covid-19, o segmento logístico conquistou o mercado e até hoje se mantém como um dos preferidos entre os principais setores de fundos imobiliários.

Em relatório do Itaú BBA, Larissa Nappo e Marcelo Potenza, analistas da instituição financeira, reforçam a aposta no setor.

“O setor que foi o ‘queridinho’ durante a pandemia continua mostrando os melhores indicadores e a maior resiliência dentre os segmentos de fundos de ‘tijolo’”, confirma o documento, que se refere aos FIIs que investem diretamente em imóveis.

Diante do cenário, Larissa e Potenza recomendam a compra de seis fundos de logística. A lista inclui carteiras com dividend yield (taxa de retorno com dividendos) de até 10,7% em 12 meses, como é o caso do HSI Logística (HSLG11).

A relação também cita o Bresco Logístico (BRCO11), que é negociado atualmente por 77% do valor patrimonial – o que representaria um desconto de 23% –, se considerado o P/VP (preço sobre valor patrimonial). Confira a lista completa.

Americanas (AMER3) devolve 20% dos galpões usados para produtos do e-commerce

A Americanas (AMER3), uma das gigantes do comércio eletrônico, já vinha devolvendo espaços de armazenagem antes do pedido de recuperação judicial em janeiro. E essa prática continuou no início deste ano. A empresa fechou um centro de distribuição em Fortaleza (CE). Agora, a operação no Ceará terá como base o centro de distribuição em Recife (PE).

O enxugamento e a devolução de áreas de armazenagem preocupa as empresas gestoras de condomínios de galpões logísticos, especialmente os localizados em regiões nas quais a taxa de desocupação já é alta ou onde a varejista tem grande participação na ocupação dos armazéns. Nestes casos, a devolução dos espaços pode ter impacto nos aluguéis.

Levantamento nacional feito pela SDS Properties, imobiliária especializada em galpões em condomínios logísticos, mostra que em 2022 a companhia chegou a ocupar 830 mil metros quadrados (m²) em condomínios. Desse total, a empresa devolveu quase 20%. Foram desocupados 159 mil m2 distribuídos entre Betim (MG), Resende (RJ), Cajamar (SP) e Ribeirão Preto (SP).

Neste ano, serão devolvidos mais 69 mil m² em condomínios logísticos localizados na Grande Curitiba (PR), Grande Porto Alegre (RS) e Hortolândia (SP).

“As devoluções podem afetar pontualmente preços em mercados onde a vacância é elevada”, afirma Simone Santos, CEO da imobiliária e responsável pelo levantamento. Das devoluções feitas até o momento, ela aponta esse risco para Porto Alegre (RS), onde a taxa de vacância chega a quase 17%. A localidade tem uma taxa bem acima da média nacional, que é de 10,4%, diz a especialista.

Já em outras regiões, como Grande Curitiba (PR), São Paulo e Grande Belo Horizonte (MG), o impacto das devoluções deve ser menor, pois são áreas muito demandadas, diz.

 

 

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